Merrill Lynch inicia corte de analistas

A Merrill Lynch & Co. começou a demitir analistas nesta semana, num esforço contínuo de redução de despesas. Os funcionários que estão sendo demitidos têm uma segunda chance de aceitar um acordo proposto pela firma, com o entendimento implícito de que serão demitidos mesmo se não o fizerem, segundo fontes do departamento de pesquisas ouvidas pela agência Dow Jones. A data oficial para aceitar o acordo foi 8 de novembro. Mais de 2.600 empregados, ou 4% da força total de trabalho, aceitaram a proposta, que garante entre 12 e 54 semanas remuneradas e 40% do bônus anual de 2000. Uma porta-voz da empresa se recusou a comentar o assunto. Entre os que já foram demitidos nesta semana estão John Roberts, analista químico, Fran Blechman Berstein, que cobria serviços de negócios e recursos humanos, Donato Eassey, responsável por gás natual, e William O´Neill, analista de commodities. A unidade australiana da Merrill Lynch & Co. também anunciou reduções na sua força de trabalho. A Merril Lynch Austrália informou que pretende demitir cerca de 70 funcionários do segmento de negócios de clientes particulares, para se concentrar nas operações dirigidas a investidores ricos. "A desaceleração contínua de condições econômicas e de mercado tem criado a necessidade de acelerar o foco para margens e alocações de recursos", afirmou Raymundo Yu, chefe do grupo internacional de clientes particulares para o Pacífico. A decisão vem em meio a um período de "condições extremamente difíceis de mercado", completou Yu.

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