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Meshal honra memória do fundador do Hamas em Gaza

Líder do movimento esteve na casa que pertenceu ao xeque Ahmed Yassin, morto em um ataque israelense em 2004

Efe,

07 de dezembro de 2012 | 20h11

GAZA - O líder no exílio do Hamas, Khaled Meshal, que sobrevivei a uma tentativa de assassinato por Israel em 1997, fez nesta sexta-feira, 7, sua primeira visita, após 45 anos, à Faixa de Gaza - território governado por sua facção. Meshal esteve na casa do fundador do Hamas, o xeque Ahmed Yassin, morto em um ataque israelense em março de 2004.

"É um grande dia e um grande momento visitar esta humilde casa, benzida com o nascimento de um gigante da jihad (guerra santa) e da luta armada. Posso ver aqui sua cadeira de rodas destroçada, que Deus abençoe seu espírito", declarou. A visita foi divulgada pelo canal da televisão islamita Al Aqsa TV.

"Digo aos parentes do xeque Yassin que sua humilde casa é, para nós, um palácio", acrescentou. Meshal se comprometeu a "seguir os passos de Yassin, que iniciou a resistência" e "ser seu discípulo e seguir lutando até que seus bisnetos retornem ao povo de Al Joura (próximo a Ahkelon, no território israelense adjacente à Faixa)".

Da mesma forma que no discurso pronunciado em Rafah, após entrar emocionado no enclave palestino e beijar o solo, o líder político do Hamas prometeu tomar o resto dos territórios palestinos e o que hoje é o Estado de Israel. "Hoje nos encontramos em Gaza e amanhã nos encontraremos em Ramallah, em Hebron, em Nablus (Cisjordânia) e em Jerusalém, e depois passaremos pelas cidades de Safad, Yafa, Tel-Aviv e por Al Joura e Hamama (todas elas em Israel) e por todos nossos povos", afirmou.

"Todos nós retornaremos aos nossos lares em nossas cidades e povos", disse Meshal, refugiado palestino desde 1967, quando sua família se exilou na cidade de Silwad, próxima a Ramallah.

Em uma tentativa de dar um impulso à reconciliação entre a Fatah (facção liderada por Mahmoud Abbas e que governa na Cisjordânia) e o Hamas, o líder islamita assegurou que a casa de Yassin "sempre foi o lugar para fomentar a reconciliação interna e a unidade com a resistência".

"Eu e o primeiro-ministro (Ismail) Haniyeh e todos os líderes do Hamas, dentro e fora, prometemos ir rumo à reconciliação, fortalecer a unidade e enterrar de uma vez para sempre a divisão, para fazer frente ao inimigo sionista", declarou.

 

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