AP Photo/Evan Vucci
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Mesmo após violência em Virgínia, Trump segue com sua guerra contra CNN

Presidente compartilhou em sua conta no Twitter uma imagem na qual um trem com seu nome atropela uma pessoa com o logotipo da emissora; foto foi deletada pouco depois

O Estado de S.Paulo

15 Agosto 2017 | 15h51

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Donald Trump, prosseguiu nesta terça-feira, 15, com sua guerra particular contra a emissora CNN, à qual se refere com frequência como um meio de “notícias falsas”.

O líder republicano publicou nesta manhã uma imagem em sua conta no Twitter na qual se vê um trem com seu nome atropelando uma pessoa com o logotipo da rede de televisão.

A mensagem, cópia do que havia sido publicado anteriormente por um dos seguidores de Trump, foi apagada da conta do presidente, mas já havia sido compartilhada nas redes sociais.

O ocorrido lembrou o vídeo publicado no dia 2 de julho por Trump no Twitter no qual ele dava socos em um homem que tinha o logotipo da CNN no lugar da cabeça em um cenário de luta livre.

A mensagem publicada nesta terça-feira foi especialmente criticada em razão dos confrontos registrados em Charlottesville, Virgínia, no sábado. Um homem atropelou um grupo de pessoas que protestava contra a marcha da supremacia branca, realizada pouco antes, deixando uma mulher de 32 anos morta e dezenas de feridos.

A Casa Branca explicou à emissora NBC por meio de um porta-voz anônimo que o tuíte do trem havia sido compartilhado inadvertidamente, e foi retirado do ar o mais rápido possível.

A CNN é um alvo comum dos ataques de Trump. Um exemplo disso ocorreu na segunda-feira, quando Trump ofereceu uma breve declaração para finalmente condenar de maneira explícita os “supremacistas brancos, a Ku Klux Klan e outros grupos de ódio”, após a violência do fim de semana.

Após a declaração de Trump, o correspondente da CNN Jim Acosta questionou o presidente sobre os motivos que o teriam levado a demorar 48 horas para responsabilizar expressamente os grupos racistas pelo ocorrido. O republicano afirmou que não pretendia responder à pergunta porque a CNN dá “notícias falsas”. / EFE

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