Mesmo com oposição popular, Aznar mantém apoio à guerra

O chefe de governo da Espanha, José María Aznar, expressou seu apoio a um possível ataque contra o Iraque, em resposta à alegada incapacidade do país árabe de eliminar armas de destruição em massa, mas o público espanhol é majoritariamente contra a posição de seu líder.Várias pesquisas mostram a discordância dos espanhóis em relação ao tema. Em 31 de janeiro último, o jornal El Mundo publicou um levantamento indicando que 74% dos espanhóis se opõem a uma ação no Iraque sob quaisquer circunstâncias, mesmo se o Conselho de Segurança da ONU aprovar a guerra como meio de eliminar as armas de destruição em massa que, os Estados Unidos afirmam, estão em poder do presidente iraquiano, Saddam Hussein.O principal partido de oposição na Espanha, o Socialista (PSOE), condena abertamente a estratégia americana e afirma que Aznar a está seguindo como um cordeiro.Ao mesmo tempo em que ninguém defende a ditadura de Saddam, pacifistas, esquerdistas, defensores do meio ambiente e outros grupos vêm realizando há várias semanas barulhentas manifestações contra um possível ataque.Ontem, em um discurso no Parlamento, Aznar tentou explicar seu ponto de vista. No entanto, o líder espanhol não apresentou nenhuma nova evidência. Basicamente, repetiu o que o presidente americano, George W. Bush, e o primeiro-ministro britânico, Tony Blair (aliado dos EUA), vêm dizendo há dias: que Saddam não cumpriu com várias resoluções da ONU desde a Guerra do Golfo, em 1991."Todos nós sabemos que Saddam Hussein possui armas de destruição em massa", afirmou Aznar. "Isto não é verdade", respondeu, por sua vez, José Luis Rodrigues Zapatero, secretário-geral do PSOE, acrescentando que a política de Aznar para com o Iraque se resume a uma posição de submissão diante dos Estados Unidos.

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