Meta da ONU é conter ebola em até nove meses

Ban Ki-moon disse após encontro com líderes da ONU que US$ 600 milhões são urgentemente necessários para suprimentos de combate ao ebola na África Ocidental

Estadão Conteúdo

05 de setembro de 2014 | 15h57

A Organização das Nações Unidas (ONU) está criando um Centro de Crise para o Ebola com a meta de interromper a transmissão em países afetados dentro de seis a nove meses e prevenir uma propagação internacional do vírus, informou o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, nesta sexta-feira.

Ban Ki-moon disse após encontro com líderes da ONU que US$ 600 milhões são urgentemente necessários para suprimentos de combate ao ebola na África Ocidental. Ele novamente encorajou linhas aéreas e países com transporte naval para retirarem as restrições de voos e ao acesso aos portos, de modo que médicos, enfermeiros, macas e equipamento médico e suprimentos possam chegar aos necessitados. "Esse é um sério e imenso desafio", disse.

O Centro de Crise para o Ebola vai coordenar esforços da ONU, de organizações de assistência, governos, setor privado, instituições financeiras e outros grupos para trazer "sinergia e eficiência" a fim de encerrar o surto, disse Ban. "A doença está se espalhando mais rápido do que a resposta à ela. Pessoas estão cada vez mais frustradas com o fato de a situação não estar sob controle", completou.

O secretário-geral disse que as próximas semanas "serão cruciais".

"As pessoas da Guiné, Libéria e Serra Leoa, em particular, estão nos procurando para receber apoio", disse Ban. "Eles contam conosco para receber assistência".

Em Serra Leoa, um médico disse nesta sexta-feira que um centro de saúde na capital, Freetown, entrou em colapso porque o surto de ebola deixou as pessoas muito aterrorizadas para irem a hospitais e que alguns médicos estão com receio de tratar os que chegaram à unidade.

Serra Leoa tem 1.107 casos confirmados de ebola e 430 mortes causadas pela doença, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). O surto matou cerca de 1.900 pessoas em cinco países, de acordo com a OMS. Fonte: Associated Press.

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