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Metade da população de Amatrice é retirada da região após terremoto no centro da Itália

Equipes de resgate tentam encontrar mais sobreviventes e voluntários trabalham para construir acampamentos para os desabrigados e desalojados

O Estado de S.Paulo

25 Agosto 2016 | 12h01

AMATRICE, ITÁLIA - Até o momento, cerca de mil pessoas de uma população habitual de 2 mil, foram retiradas de Amatrice, um dos municípios mais afetados pelo terremoto de 6,2 graus de magnitude que atingiu o centro da Itália na quarta-feira.

A informação foi dada nesta quinta-feira, 25, por Tizziano di Caroliz, que participa da gestão do campo de deslocados que foi estabelecido nas imediações da comuna na Província de Rieti, a cerca de 100 km ao nordeste de Roma.

Os esforços das equipes de resgate se concentram em buscar mais sobreviventes, embora a tarefa seja difícil porque a região está devastada. "Ainda estamos trabalhando para retirar escombros e recuperar (os corpos de) pessoas mortas, mas não trabalhamos em condições de segurança e a situação não é fácil", confessou.

O campo acolheu até o momento cerca de 350 pessoas, enquanto o restante está dormindo em seus carros ou em tendas de campanha próprias. Muitas pessoas preferiram ir às "casas de parentes" ou a outras localidades próximas a Amatrice que não sofreram danos. O acampamento em operação "receberá outras 300 pessoas" nesta quinta-feira.

Equipes de voluntários trabalham para estabelecer outros três acampamentos que "estarão habilitados ao longo da tarde". No campo que já está em operação, há uma "estrutura médica de primeiros socorros e uma farmácia". Além disso, os deslocados estão tendo acesso à água, alimentos e cobertores.

O município está devastado, praticamente dividido em dois, e o centro está destruído, com carros enterrados sob os escombros e muitos edifícios desabados.

Amatrice normalmente conta com cerca de 2 mil habitantes, mas é uma cidade visitada por muitos turistas no verão. O prefeito Sergio Pirozzi estimou que poderia haver cerca de 40 mil pessoas no município, embora seja um número ainda não confirmado de forma definitiva. / EFE

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