Metade do arsenal químico da Síria foi destruído ou retirado do país

Equipe internacional que supervisiona o processo diz que destruição deve terminar em 'tempo hábil'

O Estado de S. Paulo,

20 de março de 2014 | 19h18

BEIRUTE - Mais da metade do arsenal de armas químicas declarado pela Síria foi enviado para fora ou destruído dentro do país, disse nesta quinta-feira, 20, a chefe da equipe internacional que supervisiona o processo de desarmamento.

Segundo Sigrid Kaag, chefe da missão conjunta da Organização das Nações Unidas e da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq), 54% das toxinas foram removidas ou eliminadas.

O processo, com o qual o governo do presidente Bashar Assad concordou depois que um ataque químico matou centenas de pessoas ao redor de Damasco no ano passado, está com meses de atraso, mas Sigrid disse que o novo impulso "permitirá a conclusão em tempo hábil". "A missão recebe bem o impulso alcançado e incentiva a República Árabe Síria a manter o ritmo atual."

A Síria já perdeu o prazo de 5 de fevereiro para entregar ou destruir todas as 1.300 toneladas de agentes químicos que declarou possuir no ano passado. Na semana passada, o país não cumpriu o prazo para destruir uma dezena de instalações de produção e armazenamento.

O governo de Assad atribui os atrasos a problemas de segurança para transportar os produtos químicos através do território, em conflito há 3 anos, até o porto mediterrâneo de Latakia./ REUTERS

 
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