Metade do planeta se sente ameaçada, pessimista e insegura

Cerca da metade das população do planeta se sente "ameaçada, impotente e pessimista" em relação àsegurança e à prosperidade do mundo no futuro. A conclusão é de uma pesquisa da Gallup International, a pedido do WorldEconomic Forum ( WEF), divulgada hoje em Genebra. O estudo, que representa a opinião de mais de 1 bilhão depessoas, mostra que 48% dos consultados acreditam que a segurança mundial é "escassa" e que a próxima geração viverá nummundo muito menos seguro. "A pesquisa, realizada exclusivamente para o World Economic Forum e a qual está sendo divulgada antes mesmo darealização do Fórum de Davos, na Suíça, mostra um mundo incerto", diz o documento distribuído pelo WEF e ao qual a Agência Estado teve acesso. Os resultados da pesquisa "A voz das pessoas" se sustenta em quase 43 mil entrevistas realizadas em 51 países e representam as perspectivas de mais de 1 bilhão de cidadãos comuns em todo o mundo. As entrevistas foram feitas emnovembro e dezembro de 2003 e a maior parte delas antes de Saddam Hussein ser capturado. De acordo com a pesquisa, os europeus ocidentais estão entre os mais pessimistas. Para 64% das pessoas da EuropaOcidental, o mundo será muito menos seguro para a próxima geração. Na América do Norte e na América do Sul, o resultado foi praticamente o mesmo: 47% respondeu que o mundo será menos seguro para as próximas gerações das duas regiões. "Esses resultados ,mostram um sombrio panorama acerca de como as pessoas comuns vêem o futuro e sobre a suacapacidade de incidir nos acontecimentos", afirma José Maria Figueres, vice-presidente do WEF. Para ele, embora existamalguns sinais de mudan ça em termos econômicos e de segurança, eles (os sinais) são extremamente frágeis, razão pela qualas pessoas precisam ainda ser persuadidas de que essas questões estão mudando. "É claro que tanto a segurança como a prosperidade são preocupações centrais no mundo. Mas o mais interessante nessapesquisa é que os entrevistados sentem que, sem segurança, será impossível alcançar a prosperidade, razão pela qual essasdusa quest ões precisam ir de mãos dadas, para fazer do mundo um lugar mais seguro e pacifico." Os mais confiantes emrelação à segurança foram os habitantes da Ásia Ocidental (Afeganistão, Índia e Paquistão). Apenas 27% se mostraram menosotimistas, enquanto que 48% disseram que o mundo será mais seguro. A pesquisa mostra também que as pessoas acreditam que os seus (respectivos) países está pior do que dez anos atrás. Opaís é mais ou menos próspero do que há dez anos? Indagou o Gallup. Para 66% dos sul-americanos, por exemplo, a resposta éque está menos bem-sucedido. Os africanos também responderam isso quase na mesma proporção (62%). Por isso, o WEF escolheu como um dos temas para o Fórum de Davos, entre os dias 21 e 25 deste mês, o tema"Associando-se para a segurança e a prosperidade".

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