Metade dos 104 mortos em mina chinesa trabalhava no resgate

Cerca de 50 vítimas eram mineradores e guardas de segurança

EFE,

08 de dezembro de 2007 | 06h40

Das 104 pessoas que morreram após uma explosão numa mina de carvão no norte da China, cerca de 50 eram mineradores e guardas de segurança que tentavam resgatar seus companheiros quando ocorreu o acidente, abafado durante seis horas pelos administradores do local, informou neste sábado, 8, a imprensa chinesa. "Nunca recebemos formação em trabalhos de resgate. Quando chegamos ao interior da mina não sabíamos o que fazer ou não", disse um dos trabalhadores que participaram das improvisadas equipes de resgate e conseguiu sobreviver, citado pelo jornal "Beijing News". A explosão aconteceu na quarta-feira à noite, no distrito de Hongtong. Mas os administradores da mina demoraram seis horas para avisar os serviços de emergência, segundo a agência estatal "Xinhua". Durante essas seis horas, a empresa organizou suas próprias equipes de resgate, com mineradores e guardas de segurança. Nenhum deles tinha experiência nesse tipo de trabalho. A Polícia deteve 33 pessoas, entre elas o diretor da mina e seu representante legal, por sua responsabilidade no acidente, anunciou Wang Qingxian, porta-voz do Governo provincial. As suas contas bancárias foram congeladas, acrescentou. Segundo os últimos números oficiais publicados hoje, 104 pessoas morreram, e 15 foram resgatadas. Os serviços de resgate continuam buscando vítimas no poço número 9. A causa oficial do acidente ainda não foi confirmada mas as investigações preliminares falam de uma explosão de pó de carvão no poço 9, onde as operações não estavam autorizadas. O setor do carvão, que abastece 70% das necessidades energéticas da China, registrou 4.700 mortes em 2006, devido à falta de medidas de segurança, entre outras causas.

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