Mexicanos revisarão 54,5% das urnas em eleição ganha pelo PRI

Recontagem exigida pela esquerda deve terminar hoje pela manhã, sem ameaçar vitória do advogado Peña Nieto

CIDADE DO MÉXICO, O Estado de S.Paulo

05 de julho de 2012 | 03h07

O Instituto Federal Eleitoral (IFE) do México iniciou ontem uma recontagem em 54,5% das urnas usadas na eleição de domingo, vencida pelo candidato Enrique Peña Nieto, do Partido Revolucionário Institucional (PRI). O processo de revisão deve terminar hoje sem alteração do vencedor, que teve uma vantagem de 6,5 pontos sobre Manuel López Obrador, do Partido da Revolução Democrática (PRD) - 3,3 milhões de votos.

Segundo a primeira apuração, Peña Nieto obteve 38,15% dos votos. Ontem, ele disse que as impugnações são "parte do processo". López Obrador, que ficou com 31,6%, alegou fraudes envolvendo compra de votos e uso de dinheiro ilícito na campanha do PRI. A candidata do governo, Josefina Vázquez, do Partido da Ação Nacional (PAN), ficou em terceiro, com 25%.

Segundo a lei eleitoral, uma alteração nos resultados depende de erros ou inconsistências no registro nas atas, em circunstância em que exista diferença de 1 ponto porcentual ou menos entre primeiro e segundo colocados, quando o número de votos nulos é maior do que essa diferença ou quando todos os votos tenham sido para um partido. As fraudes mais frequentes no México estão associadas à compra de votos e ao aliciamento anteriores à votação, o que reduz a possibilidade de uma alteração significativa nos resultados a partir da revisão.

O PRD exigia a recontagem de todos os votos, assim como fez em 2006, quando perdeu por uma diferença de 0,56% a eleição presidencial para o atual presidente Felipe Calderón. Na ocasião, o pedido de recontagem total foi negado.

A eleição de domingo marcará o retorno ao poder do PRI após 12 anos na oposição. O partido rejeitou as alegações de López Obrador. O PRI governou o México entre 1929 e 2000, um regime que foi marcado por denúncias frequentes de fraude eleitoral e corrupção. / AP

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