México aprova reforma que limita salário dos servidores

O presidente do México, Felipe Calderón, firmou hoje reformas na Constituição para que nenhum servidor público ganhe mais que o mandatário. Com o decreto, qualquer salário superior ao do presidente deve ser igualado ao dele. O salário atual líquido do presidente é de 146.830 pesos mensais (US$ 11.400). "Com essa reforma, conseguimos harmonizar em todo o país a regulação dos salários dos servidores, a fim de que não existam as disparidades que chegaram a ocorrer em diversas regiões e, inclusive, entre as autoridades estatais, municipais e a federal", afirmou Calderón.

AE-AP, Agencia Estado

21 de agosto de 2009 | 17h37

A imprensa mexicana já apontou que alguns governadores tinham salários maiores que o do presidente. O jornal Reforma, por exemplo, publicou em outubro de 2006 que o governador do Estado de Aguascalientes, Luis Armando Reynoso, tinha renda anual de mais de US$ 259 mil anuais, superior aos vencimentos do então presidente Vicente Fox, antecessor de Calderón, que em seu último ano no posto ganhou US$ 254 mil.

"Devemos evitar situações de franco abuso nos rendimentos dos servidores públicos, que chegaram a ocorrer", apontou o mandatário. Calderón recordou que, logo após assumir, em dezembro de 2006, emitiu um decreto de austeridade, reduzindo em 10% o salário do presidente, dos secretários, subsecretários e de outros cargos. Calderón afirmou também que, em um momento de crise econômica, é ainda mais importante tomar medidas de austeridade e eficiência no gasto do dinheiro público.

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