México busca 58 ativistas sumidos após confronto

Cerca de 3 mil estudantes da cidade mexicana de Chilpancingo, capital do Estado de Guerrero, atacaram ontem a sede do Legislativo regional, exigindo a localização de 58 colegas que desapareceram na sexta-feira em Iguala, após um protesto que deixou 6 mortos.

CHILPANCINGO, MÉXICO, O Estado de S.Paulo

30 de setembro de 2014 | 02h04

Na manifestação da semana passada, em que 17 pessoas também ficaram feridas, estudantes de magistério da universidade rural de Ayotzinapa protestavam contra práticas de contratação da educação pública de Guerrero - que eles qualificam de discriminatórias, alegando que professores vindos de áreas urbanas são favorecidos.

Os manifestantes impediram a circulação de ônibus durante o protesto e foram atacados por policiais e grupos armados de "desconhecidos".

De acordo com relatórios oficiais, policiais municipais dispararam contra um grupo de estudantes que havia se apoderado de três ônibus. Segundo os registros, em vez de tentar prender os manifestantes, os agentes abriram fogo.

Não foi o primeiro confronto entre os alunos de Ayotzinapa e as autoridades.

Ao todo, 282 policiais foram detidos após a manifestação - e 22 deles continuaram presos, suspeitos de serem responsáveis pelo ataque contra os manifestantes. Entre os mortos na sexta-feira estão dois estudantes, dois moradores de Iguala e dois jogadores de futebol de um time de terceira divisão cujo ônibus foi atingido por disparos.

Estudantes têm organizado protestos em diversos ponto de Guerrero contra uma recém-aprovada reforma na educação do Estado. / AFP e EFE

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