México detém 5 suspeitos do massacre de 52 pessoas

As autoridades mexicanas detiveram cinco supostos membros do cartel do narcotráfico Los Zetas e eles confessaram que participaram do ataque incendiário contra um cassino em Monterrey, no norte do país, no qual foram mortas 52 pessoas. O governador de Nuevo León, Rodrigo Medina, informou que até o momento a principal hipótese para o crime é que os donos do local tenham se negado a sofrer uma extorsão de Los Zetas. "O ataque não foi dirigido contra as pessoas, foi contra o cassino", disse Medina.

AE, Agência Estado

29 de agosto de 2011 | 14h15

Medina disse que existe a possibilidade das coisas terem saído do controle e que os criminosos não tivessem contado com a possibilidade de "52 pessoas serem assassinadas". Segundo ele, a polícia busca por mais dois suspeitos.

Los Zetas é um dos cartéis do narcotráfico responsabilizados pelos crimes mais violentos nos últimos anos, entre eles a matança de 72 imigrantes clandestinos em agosto de 2010. Embora não tenha detalhado qual papel cada um dos envolvidos teve no crime, Medina disse que os agressores, com idades entre 18 e 37 anos, dividiram tarefas, como vigilância do local, compra da gasolina que foi usada para fazer as bombas caseiras e motoristas dos carros usados na ação criminosa.

O ataque incendiário ocorreu na quarta-feira passada na capital de Nuevo León e levou o governo federal mexicano a declarar três dias de luto pelas vítimas e oferecer uma recompensa de 30 milhões de pesos (US$ 2,4 milhões) por informações sobre os responsáveis.

Uma gravação feita por uma câmera do cassino mostrou oito ou nove indivíduos que chegaram em quatro automóveis e com galões jogaram gasolina no carpete do cassino. Em apenas um minuto e meio, o prédio estava em chamas e colunas de fumaça saíam do teto do edifício.

As informações são da Associated Press.

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