México diz não haver esperanças de achar sobreviventes

O presidente do México, Enrique Peña Nieto, disse que "quase não existe esperança" de encontrar com vida as 68 pessoas que estão desaparecidas após um enorme deslizamento de terra ter soterrado uma vila em La Pintada, no Estado de Guerrero. O país foi atingido nos últimos dias por duas tempestades tropicais, uma vinda do Oceano Pacífico e outro do Atlântico.

AE, Agência Estado

21 de setembro de 2013 | 19h01

"Não há esperanças de acharmos alguém com vida", disse Peña Nieto ao visitar a região do desastre, juntamente com ministros do governo e autoridades estaduais. Segundo ele, 40 casas foram soterradas. Neste sábado, o governo mexicano encontrou caído um helicóptero da polícia que estava trabalhando nas buscas de vítimas das chuvas.

A aeronave estava desaparecida desde quinta-feira, quando voltava de uma operação em uma região montanhosa a noroeste de Acapulco. A quantidade de vítimas ainda está sendo determinada, mas autoridades confirmaram que não há sobreviventes. Segundo os números oficiais, 101 pessoas morreram por causa dos deslizamentos e das enchentes provocadas pelas tempestades.

Críticas ao governo mexicano apontam que a falta de planejamento de estratégias de prevenção tornam os desastres naturais ainda piores. Uma organização não governamental que fiscaliza o governo apontou falhas no programa federal para melhorar a infraestrutura e realocar comunidades que vivem em áreas de risco.

As tempestades afetaram 371 municípios de 24 dos 31 Estados mexicanos. Mais de 58 mil pessoas foram retiradas de suas casas e quase 43 mil ocupam abrigos improvisados. Mais de 70 rodovias ficaram danificadas. A cidade de Acapulco ficou isolada por vários dias, e milhares de turistas foram resgatados de helicóptero. Fonte: Associated Press.

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