EFE/Luis Monroy
EFE/Luis Monroy

México diz que 250 pessoas foram detidas em protestos no país

Atos de vandalismo ocorreram depois de o governo anunciar aumento no preço dos combustíveis que chega até a 20%; autoridades disseram que tomarão 'medidas necessárias' para evitar novos episódios do tipo

O Estado de S. Paulo

05 Janeiro 2017 | 10h37

MÉXICO - O governo do México informou que durante os protestos pelo aumento do preço dos combustíveis, na quarta-feira, 4, nos quais ocorreram saques a estabelecimentos comerciais, foram detidas mais de 250 pessoas, e anunciou que tomará "as medidas necessárias" para combater esses atos de vandalismo.

Em mensagem aos veículos de imprensa, o subsecretário de governo, René Juárez, explicou que os incidentes são "atos fora da lei, que nada se parece com uma manifestação pacífica, nem com o direito a liberdade de expressão que todos os mexicanos possuem". Juárez fez um apelo "para evitar novos atos de vandalismo e de violência que não beneficiam ninguém, e só ferem a sociedade".

Ao fazer balanço dos incidentes, ele explicou que "até o momento mais de 250 pessoas que participaram de diferentes atos de vandalismo nas entidades mencionadas foram detidas".

A Associação Nacional de Lojas de Departamento disse que estes atos provocaram o fechamento de 170 estabelecimentos, o saque de 79 lojas e problemas de distribuição de mercadorias, principalmente nos Estados no centro do país. A entidade não especificou a hora em que estes atos aconteceram.

Antes do pronunciamento do governo mexicano, o chefe do governo da Cidade do México, Miguel Ángel Mancera, informou que 64 pessoas foram detidas nesta quarta-feira na capital pelos 23 saques registrados. Já as autoridades do Estado do México comunicaram que 161 foram detidas pelos mesmos motivos e tiveram que desmentir versões que tivessem decretado toque de recolher ou que houvesse grupos armados na região.

A escalada de protestos pelo aumento do preço dos combustíveis, imposto pelo governo desde o último domingo, e que chega até 20% para alguns combustíveis, ficou tensa na quarta, com atos de vandalismo e bloqueios em estrada e em terminais da estatal Petróleos Mexicanos (Pemex) em vários pontos do país. / EFE e REUTERS

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