México diz ter freado plano de filho de Kadafi

Autoridades mexicanas informaram ontem que desmantelaram uma organização criminosa que tentava levar para o México Saadi Kadafi, filho do ditador líbio Muamar Kadafi. Segundo Alejandro Poiré, porta-voz do governo, os criminosos tentaram dar a Saadi uma falsa identidade mexicana - ele entraria com o nome de Daniel Béjar Hanan.

CIDADE DO MÉXICO, O Estado de S.Paulo

08 de dezembro de 2011 | 03h06

O plano incluía a compra de propriedades em diferentes lugares do México, mas Hanan - ou Saadi - estabeleceria residência na cidade de Bahia de Banderas, no Estado de Nayarit, no litoral do Pacífico.

Segundo Poiré, a operação "Hóspede" prendeu quatro pessoas: a canadense Cynthia Ann Ranier, líder do grupo, Gabriela Dávila Huerta, uma mexicana residente nos EUA que teria entrado em contato com os falsificadores, o dinamarquês Pierre Christian Fleisborg, responsável pela logística da operação, e o mexicano José Luis Kennedy Prieto, que teria conseguido a documentação falsa.

A trama foi descoberta no dia 6 de setembro, quando Saadi tentava sair da Líbia. O plano nunca foi concretizado. Poucos dias depois de frustrado pelas autoridades mexicanas, Saadi chegou ao Níger, onde vive sob prisão domiciliar.

Em 10 de novembro, a canadense Cynthia foi detida na Cidade do México. Os demais suspeitos foram capturados no dia seguinte. Todos permanecem detidos em regime preventivo.

De acordo com Poiré, a organização fretou vários voos entre México, EUA, Canadá, Kosovo e diversos países do Oriente Médio para coordenar a fuga de Saadi. A rede é acusada também de tráfico internacional de pessoas, abertura de contas bancárias com documentos falsos e delinquência organizada. / REUTERS e AP

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