México é o país mais perigoso para jornalistas, diz organização

O México se tornou no últimosanos o país mais perigoso na região para o jornalismo e ogoverno deveria endurecer as investigações e as punições contraa liberdade de expressão, disse na sexta-feira a SociedadeInter-americana de Imprensa (SIP). O país tem sido sacudido nos últimos anos por uma onda deviolência criminal, alimentada principalmente pelas guerrasentre cartéis do narcotráfico pelo controle das rotas paralevar drogas para os Estados Unidos. Mais de 1.600 pessoasmorreram neste ano por conta disso. Segundo registros da SIP, ao menos sete jornalistasmorreram até agora neste ano no país e 3 estão desaparecidos,disse em entrevista coletiva o presidente da comissão deliberdade de imprensa e informação da organização, GonzaloMarroquín. O número de vítimas "é um aumento em comparação com os anosanteriores", disse o diretor da organização, que agrupacentenas de meios de comunicação privados na América Latina eCaribe e também a jornais e revistas nos EUA, Canadá e Europa. "Até o fim do século passado a Colômbia era o país onde eramais perigoso exercer o jornalismo, eu diria que nesses últimosanos o México se converteu no país mais perigoso para osjornalistas", acrescentou. A situação faz com que alguns veículos comecem aautocensura, disse a SIP em uma "Declaração do México" entregueaos veículos, e estaria mais grave por conta do "alto nível deimpunidade" nos delitos contra jornalistas e veículos deimprensa no país. A SIP pediu ao governo do presidente Felipe Calderón, queusa milhares de soldados e policiais em um esforço para contera violência, para endurecer as penas para os crimes contra aliberdade de expressão e imprensa, ao mesmo tempo em que pediuao Congresso que federalize esses delitos. (Reportagem de Tomás Sarmiento)

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