AFP PHOTO / MIGUEL ROJO
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México e Uruguai pedem que sociedade venezuelana encontre solução pacífica

Países sul-americanos se juntam a propostas da UE e da ONU para intermediar crise na Venezuela

Redação, O Estado de S.Paulo

24 de janeiro de 2019 | 12h20

MÉXICO - Os governos do Uruguai e do México pediram à sociedade venezuelana que encontre "uma solução pacífica e democrática frente ao complexo panorama que enfrenta a Venezuela"

"De forma conjunta, os governos do Uruguai e do México formulam um chamado a todas as partes envolvidas, tanto no interior do país como no exterior, para reduzir as tensões e evitar uma escalada de violência que pudesse agravar a situação", afirma a nota divulgada pela chancelaria uruguaia na quarta-feira, 24.

Além disso, o texto assinala que ambos países propõem "um novo processo de negociação inclusivo e crível, com pleno respeito ao Estado de Direito e aos direitos humanos".

"Os governos uruguaio e mexicano, em sintonia com as declarações da Organização das Nações Unidas e da União Europeia, assim como dos governos de Espanha e Portugal, manifestam seu completo apoio, compromisso e disposição para trabalhar conjuntamente a favor da estabilidade, do bem-estar e da paz do povo venezuelano", conclui a nota.

O líder do parlamento da Venezuela, Juan Guaidó, anunciou nesta quarta-feira que assumiu as competências do Executivo no marco do que chamou de luta contra a "usurpação" da presidência por parte de Nicolás Maduro.

Milhares de venezuelanos saíram nesta quarta-feira às ruas nos 23 estados do país e na capital Caracas contra Maduro, no marco de uma mobilização convocada pela oposição para rejeitar a legitimidade do segundo mandato do presidente.

Brasil, Argentina, Canadá, Colômbia, Costa Rica, Chile, Equador, Estados Unidos, Honduras, Guatemala, Panamá, Paraguai e Peru já expressaram seu apoio ao opositor venezuelano.

Por outro lado, Bolívia, Cuba e México mostraram seu apoio a Maduro.

O governo uruguaio evitou pronunciar-se a respeito e não manifestou seu apoio direto a Maduro, embora também não tenha dito que reconhece Guaidó como presidente interino. EFE

 

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