México: Justiça ratifica vitória de Peña Nieto

O Tribunal Eleitoral do Poder Judiciário do México, máxima instância eleitoral mexicana, validou nesta sexta-feira os resultados das eleições presidenciais e declarou Enrique Peña Nieto presidente eleito do país. Peña Nieto levará de volta o Partido Revolucionário Institucional (PRI) à presidência mexicana. O PRI governou o México entre 1929 e 2000. O candidato das esquerdas mexicanas, Andrés Manuel López Obrador, rechaçou o resultado do tribunal e anunciou que prepara ações de desobediência civil. "Enrique Peña Nieto é o presidente eleito do México e governará de 1º de dezembro de 2012 a 30 de novembro de 2018", disse o presidente do Tribunal, José Alejandro Luna Ramos.

AE, Agência Estado

31 de agosto de 2012 | 18h25

Os sete magistrados do Tribunal Eleitoral ratificaram a vitória de Peña Nieto, que segundo a contagem definitiva dos votos obteve 19.158.592 votos, ou 38,2% dos sufrágios. López Obrador, segundo a mesma contagem, obteve 15.848.827 votos, ou 31,6% do total. As eleições ocorreram em 1º de julho.

O tribunal marcou uma segunda sessão para esta sexta-feira, que deverá ocorrer mais tarde, quando entregará um diploma de presidente eleito a Peña Nieto. O presidente eleito prometeu governar de maneira democrática e trabalhar para o bem-estar do México.

Na noite da quinta-feira, o tribunal declarou por unanimidade que era infundada a tentativa de impugnação do sufrágio feita pela esquerda. A decisão não tem apelação.

Obrador recusou-se a reconhecer o resultado da eleição. Ele diz que o Tribunal Eleitoral do México emitiu uma sentença ilegítima na noite de quinta-feira. Obrador disse que está convocando uma manifestação pacífica para o dia 9 de setembro, que deverá ocorrer no Zócalo, uma área central da capital mexicana.

"As eleições não foram limpas, livres e nem autênticas", disse o político do Partido da Revolução Democrática (PRD). Obrador acusa Pena Nieto e o PRI de compraram votos e excederem os limites de gastos na campanha fixados por lei. O tribunal concluiu que as provas apresentadas pelo esquerdista e seus seguidores não são conclusivas.

"Mesmo que continuem nos atacando, nos acusando de maus perdedores, de malucos, messiânicos e loucos pelo poder, nós preferimos esses insultos a reconhecer ou fazer parte de um regime injusto, corrupto e de interesses que está destruindo México", disse Obrador. Ele acusou o PRI de "comprar" cinco milhões de votos.

As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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