México liberta narcotraficante, e EUA criticam decisão

O chefe de narcotráfico Rafael Caro Quintero foi libertado na sexta-feira após 28 anos na prisão depois que um tribunal anulou a sentença de 40 anos de prisão a que ele havia sido condenado pelo sequestro e assassinato do membro da agência de combate às drogas dos Estados Unidos (DEA) Enrique Camarena.

AE, Agência Estado

10 de agosto de 2013 | 13h09

Autoridades policiais dos Estados Unidos expressaram indignação com a notícia e prometeram dar continuidade aos esforços para responsabilizar o mandante do assassinato. O Departamento de Justiça dos EUA disse na sexta-feira que ficou extremamente desapontado com a libertação, qualificando-a como "profundamente preocupante".

O procurador-geral do México, Jesus Murillo Karam, disse em um comunicado que estava "preocupado" com a decisão do tribunal, acrescentando que seu escritório está analisando se existem acusações pendentes contra Caro Quintero.

Caro Quintero, de 60 anos, foi membro fundador de um dos primeiros e maiores cartéis de drogas do México. Na quarta-feira, um tribunal federal mexicano decidiu que ele havia sido indevidamente julgado em um tribunal federal por um crime que deveria ter sido julgado no âmbito estadual. Os funcionários da prisão foram notificados da decisão na quinta-feira, e um oficial no escritório da promotoria do Estado de Jalisco disse que o traficante deixou a prisão na sexta-feira.

Meios de comunicação não foram alertados até horas após a soltura, e autoridades dos EUA aparentemente não receberam aviso prévio. "O Departamento de Justiça e a agência de combate às drogas descobriram hoje (ontem) que Rafael Caro Quintero foi libertado da prisão pela manhã", disse o porta-voz do Departamento de Justiça, Peter Carr.

A DEA, por sua vez, disse que "vai continuar vigorosamente com os seus esforços para garantir que Caro Quintero seja julgado nos Estados Unidos pelos crimes que cometeu". Ele ainda enfrenta acusações nos Estados Unidos, mas o escritório da Procuradoria-Geral do México disse que não estava claro se havia um pedido de extradição atual. Fonte: Associated Press.

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