México mata chefão do cartel de Sinaloa

Ignacio 'Nacho' Coronel, precursor do tráfico de metanfetamina no país, é morto a tiros em operação militar na cidade de Guadalajara

AP e AFP, O Estado de S.Paulo

31 de julho de 2010 | 00h00

Um dos principais chefes do cartel de Sinaloa morreu durante um confronto com o Exército mexicano na quinta-feira à noite. Ignacio "Nacho" Coronel, suposto fundador do tráfico de anfetaminas no México, foi morto a tiros durante uma operação militar na cidade de Guadalajara.

A morte de Coronel é um dos maiores golpes contra a mais poderosa organização criminosa do México desde que o presidente Felipe Calderón lançou sua ofensiva militar contra o crime organizado, em 2006. Coronel era um dos principais sócios do líder do cartel de Sinaloa, Joaquín "El Chapo" Guzmán, o chefão das drogas mais procurado e considerado um dos responsáveis pela onda de violência.

Autoridades mexicanas disseram que ele abriu fogo quando helicópteros sobrevoaram o local onde ele estava e os agentes se aproximavam. "Nacho Coronel tentou escapar e disparou contra os militares, matando um soldado e ferindo outro", informou o general Edgar Luis Villegas. O criminoso, de 56 anos, tinha duas casas que usava como base de operações, e onde os militares encontraram armamento, joias e veículos. O Exército também deteve Iran Francisco Quiñónes Gastélum, homem de maior confiança de Coronel.

De acordo com o Exército, a morte do líder "afeta a capacidade operacional e a distribuição de droga do cartel de Sinaloa".

O corpo do traficante foi transportado com a escolta de três caminhões cheios de soldados até o Instituto Médico Legal. A morte de Coronel foi o maior golpe contra os cartéis mexicanos desde que Arturo Beltrán Leyva e seis de seus guarda-costas foram mortos, em dezembro, por fuzileiros navais na cidade de Cuernavaca, região central do país.

Segundo o FBI, Coronel seria o precursor da produção de grandes quantidades de metanfetamina em laboratórios clandestinos no México, que são contrabandeadas para os EUA.

Ele controlava o tráfico nos Estados mexicanos de Jalisco, Colima e em partes de Michoacán - a "rota do Pacífico" de tráfico de cocaína. A Polícia Federal americana oferecia uma recompensa de US$ 5 milhões pelo criminoso.

Coronel foi preparado para ser um senhor das drogas desde pequeno. Surgiu sob o comando de Amado Carrillo Fuentes, conhecido como "Senhor dos Céus" e líder do cartel de Juárez, que morreu em 1997. Após a morte de Carrillo Fuentes, Coronel se uniu ao cartel de Sinaloa e subiu na hierarquia do grupo até se tornar o número 3 na liderança.

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