México: PRD lança advertência a Fox e Calderón

O Partido da Revolução Democrática (PRD), do candidato esquerdistas Andrés Manuel Lopez Obrador, advertiu nesta terça-feira que, tendo em vista a "percepção" de uma tentativa de "impor" o candidato oficialista Felipe Calderón na Presidência da República do México, não recolherá das ruas seus acampamentos para permitir as comemorações das festas cívicas de setembro.Com essa denominada "ação de resistência civil", a principal força de esquerda tenta conseguir a recontagem total dos votos depositados pelos eleitores nas eleições do último 2 de julho, que, segundo cifras preliminares, deram a vitória a Calderón, o candidato oficialista.O porta-voz do PRD, Gerardo Fernández, afirmou hoje à imprensa que os protestos previstos para 1º de setembro, durante o último comunicado do governo do presidente Vicente Fox na presidência da república, não apenas ocorrerão em frente à Câmara dos Deputados - onde Fox fará seu discurso - como também dentro do recinto, através de seus legisladores, que farão "valer a voz e a vontade" do partido.Sem fornecer maiores detalhes, Fernández advertiu que a data "não será nada parecida com um dia de piquenique para o presidente da República".O PRD e López Obrador acusaram Fox de utilizar os recursos do governo para apoiar a candidatura de Calderón durante a campanha prévia às eleições, cujos resultados definitivos serão definidos pelo Tribunal Federal Eleitoral após a análise da recontagem parcial dos resultados.Fernández ratificou que os acampamentos instalados em algumas das principais ruas do centro da Cidade do México e em sua principal praça, conhecida como Zócalo, não serão levantados durante os dias 15 e 16 de setembro, apesar de as datas serem utilizadas para comemorar o início da independência nacional e a realização de desfiles militares.Uma contagem preliminar oficial conclui que Calderón, do Partido Ação Nacional (PAN) - ao qual pertence Fox -, saiu vitorioso das eleições, mas com uma vantagem de apenas 243.934 votos, ou 0,58 ponto porcentual, sobre López Obrador, que se recusou a aceitar o resultado e entrou com um pedido oficial de recontagem total dos votos.O tribunal, no entanto, concordou em realizar uma recontagem parcial, de apenas 9% das mesas de votação. A corte tem até 31 de agosto para resolver todas as querelas e declarar o presidente eleito até no máximo 6 de setembro.

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