Henry Romero/Reuters
Henry Romero/Reuters

México prende narcotraficante ligado ao desaparecimento dos 43 estudantes de Ayotzinapa

Jovens nunca foram encontrados; uma das linhas de investigação indica que eles teriam sido confundidos com membros do cartel Los Rojos

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2020 | 22h41

CIDADE DO MÉXICO - A promotoria federal mexicana prendeu um homem ligado ao desaparecimento de 43 estudantes de uma escola rural no estado de Guerrero em setembro de 2014, informou à AFP nesta segunda-feira, 29, uma fonte do governo. 

Ángel Casarrubias, também conhecido como "El Mochomo", "foi detido na quarta-feira passada no Estado do México por elementos da acusação que cumpriam um mandado de prisão por crime organizado", disse um funcionário do governo federal que pediu anonimato por não ter autorização para falar sobre o assunto. 

O centro Prodh, uma organização de direitos humanos que assessora legalmente os familiares, considerou "relevante" a detenção de Casarrubias, foragido desde 2014, porque "pode contribuir para o esclarecimento do caso".

"É fundamental que se incentive sua colaboração com a investigação do paradeiro das vítimas e que se continue indagando os vínculos de sua família e sua organização criminosa com as forças de segurança dos três níveis de governo", destacou a ONG em sua conta no Twitter. 

O homem capturado é irmão de Sidronio, Mario e Adán, supostos líderes do cartel Guerreros Unidos, presos meses após o desaparecimento no município de Iguala dos 43 alunos da escola de Ayotzinapa. 

A promotoria aponta Sidronio Casarrubias como responsável pelo ataque e desaparecimento dos estudantes. 

Na noite de 26 de setembro de 2014, dezenas de estudantes foram a Iguala para pegar os ônibus que queriam usar em seus protestos. Mas eles foram baleados e capturados por policiais ligados ao cartel de drogas da Guerreros Unidos. Desde então, o paradeiro de 43 deles é desconhecido. 

Uma das linhas de investigação indica que os estudantes foram confundidos com membros do cartel Los Rojos. /AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.