México proíbe participação de diplomatas em boicote aos EUA

O governo do México proibiu os funcionários de seus consulados nos Estados Unidos de participarem de um boicote a produtos americanos planejado para 1º de maio em apoio aos imigrantes ilegais. "Isso (o boicote) implicaria em violar a soberania de outro país, manter uma atitude de ingerência que não desejamos para nós mesmos", disse nesta terça-feira à imprensa o porta-voz da presidência mexicana, Rubén Aguilar. Grupos de defensores de imigrantes marcaram um boicote comercial nos Estados Unidos para o Dia do Trabalho. O objetivo dos manifestantes é o de pressionar o Congresso americano para que aprove uma reforma das leis de imigração que reconheça a contribuição desse setor da população à economia dos EUA e abra as portas para a legalização dos "indocumentados", que somam aproximadamente 11 milhões de pessoas. Do total de ilegais, 6 milhões são mexicanos. Os grupos convidam os imigrantes a não consumir produtos americanos nem trabalhar ou ir à escola durante o que está sendo chamado de "Um dia sem imigrantes". Alguns ativistas, inclusive, convidaram todos os habitantes do México a se somarem ao boicote. Em resposta, várias organizações civis e sindicais mexicanas disseram que participarão do movimento. A idéia surgiu das marchas que centenas de milhares de imigrantes realizaram nas últimas semanas em várias cidades americanas com o objetivo de influenciar o debate que ocorre atualmente no Congresso sobre a lei de imigração.

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