México reforça fronteira em ação contra narcotráfico

O governo mexicano anunciou que nas próximas semanas enviará um adicional de 5 mil soldados e policiais para Ciudad Juárez, na fronteira com os EUA, para conter uma onda de violência ligada ao narcotráfico. A medida foi decidida num encontro de emergência do Gabinete de Segurança Nacional realizado em Ciudad Juárez. Nos últimos dias, traficantes da cidade atacaram uma caravana do governador do Estado de Chihuahua, José Reyes Baeza, e forçaram a renúncia do chefe de polícia local. "Não cederemos um só centímetro para os cartéis", disse o ministro do Interior, Fernando Gómez. Hoje, já há cerca de 2 mil militares e 500 policiais na região, área de influência do poderoso Cartel de Sinaloa. Ainda assim, só neste mês 250 pessoas foram mortas em acertos de conta entre traficantes ou confrontos com a polícia. Ontem, foram assassinadas 12 pessoas em Chihuahua - 2 em Ciudad Juárez. Ao assumir o poder, em 2006, o presidente mexicano, Felipe Calderón, pôs em marcha um ambicioso projeto de combate ao narcotráfico enviando 45 mil homens para os Estados onde a situação é mais crítica. Três anos mais tarde, porém, a violência decorrente das atividades dos cartéis ainda está em ascensão. Em entrevista à agência Associated Press, Calderón assegurou ontem que o México não é um Estado falido e nem perdeu o controle de seu território para o crime organizado, como sugeriram alguns relatórios do governo americano. Nos EUA, é cada vez maior o medo de contágio.

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