Pedro Prado/AFP
Pedro Prado/AFP

México registra pelo menos 47 casos de agressão contra profissionais da saúde

Segundo a Subsecretaria de Direitos Humanos, 80% dos ataques foram contra enfermeiros e, destes, 70% contra mulheres, em meio à pandemia do novo coronavírus

Redação, O Estado de S.Paulo

29 de abril de 2020 | 02h39

CIDADE DO MÉXICO - O Ministério do Interior do México informou na terça-feira, 28, que registrou pelo menos 47 ataques contra profissionais da saúde, em 22 estados, em meio à pandemia do novo coronavírus no país.

A Subsecretaria de Direitos Humanos especificou que 80% das agressões foram contra profissionais de enfermagem e, destes, 70% contra mulheres. Jalisco é o estado com o maior número de registros - 7. O órgão informou que em apenas 3 dos 47 casos relatados os agressores foram detidos.

O padrão comum é borrifar algum líquido de limpeza (geralmente cloro) na pessoa, além de negar acesso a transporte público ou lojas. As mais graves, embora pontuais, incluem ameaças de morte, uma delas com arma de fogo, de acordo com o documento "Observações sobre violações de direitos humanos durante a contingência sanitária por covid-19".

O relatório especifica ainda que houve casos de ameaças "sobre danos à infraestrutura hospitalar em algumas comunidades", o que dificulta a garantia de atendimento médico nesses locais. Além disso, foram registrados cinco incidentes nos quais as unidades de saúde foram danificada ou ameaçadas. Na clínica IMSS em Los Reyes, estado de Michoacán, moradores ameaçaram queimar pessoas atendidas por suspeita de coronavírus.

No comunicado, um médico do Hospital Geral Amparo Pape de Benavides, em Coahuila, relatou que a polícia o espancou e o deteve arbitrariamente, impedindo-o de acessar o município onde sua casa está localizada, "aparentemente devido à sua profissão, para evitar espalhar a covid-19".

Nesta terça-feira, o México atingiu 16.752 infecções e 1.569 mortes acumuladas, após dois meses do primeiro caso relatado pelas autoridades de saúde do país. / EFE

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