México resgatou 812 imigrantes do crime organizado em 2009, diz governo

Autoridade lamenta não ter detectado as 72 pessoas assassinadas em Tamaulipas na terça

Efe,

26 de agosto de 2010 | 18h48

MÉXICO- Uma fonte oficial afirmou nesta quinta-feira, 26, que autoridades mexicanas resgataram no ano passado 812 imigrantes de "casas de segurança" controladas pelo crime organizado em Tamaulipas, no noroeste do país, onde 72 pessoas foram assassinadas na terça. Quatro delas eram brasileiras.

 

Veja também:

linkDiplomatas brasileiros chegam a região da chacina no México

linkCalderón condena massacre de imigrantes

lista Saiba mais sobre o tráfico de drogas no México

 

A comissária do Instituto Nacional de Migração (INM) do México, Cecilia Romero, deu a informação em uma entrevista à Rádio Fórmula, na qual disse que lamentava o massacre.

 

"Lamento muito que não pudemos detectar as 72 pessoas porque estariam, como estão agora as 812 pessoas que resgatamos, sãs e salvas em seus países", disse a funcionária.

 

Cecilia admitiu que agentes de imigração têm estado envolvidos com o crime organizado. Por isso, 30 deles estão presos atualmente e mais de 350 foram afastados ou estão sendo processados.

 

Segundo denúncias das ONGs, os agentes envolvidos com o crime organizado assaltam, extorquem e sequestram imigrantes que ingressam no país sem papéis para tentarem entrar nos Estados Unidos.

 

Cecilia afirmou que neste ano o México repatriou 43 mil imigrantes sem documentos e manifestou esperanças de que o mecanismo de controle migratório seja reforçado "para inibir e evitar que essas pessoas possam cair nas mãos do crime".

 

A Comissão Nacional dos Direitos Humanos (CNDH) denunciou no ano passado que mais de 1.600 imigrantes, na maioria da América Central, são sequestrados mensalmente no México e submetidos a vexações que ficam impunes.

 

Estima-se que 300.000 centro-americanos cruzem a fronteira mexicana ilegalmente por ano para tentar entrar nos Estados Unidos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.