México tem final de semana violento com 51 assassinatos

Maior parte das mortes ocorreu em Acapulco e em Ciudad Juárez, de acordo com o governo

estadão.com.br

10 de janeiro de 2011 | 09h39

CIDADE DO MÉXICO - O México viveu um final de semana de violência do narcotráfico, que culminou com 51 mortos, incluindo 15 homens decapitados encontrados em Acapulco, informaram as autoridades, segundo a agência de notícias AFP.

 

As mortes ocorreram nos estados de Guerrero (sudoeste), Chihuahua (norte) e na capital mexicana. Cerca de 50 mil militares acionados pelo governo do presidente Felipe Calderón lutam contra o crime organizado no país.

 

Em Acapulco, entre a sexta-feira e o domingo, 30 pessoas foram assassinadas. Foram encontrados 15 corpos de homens decapitados na madrugada do sábado em frente a um shopping. Os corpos tinham marcas de crimes geralmente atribuídos aos cartéis de drogas. Os outros assassinatos ocorreram em incidente separados.

 

Em Chihuahua, estado fronteiriço com os EUA, foram assassinadas 17 pessoas, sendo 14 delas na problemática Ciudad Juárez, a mais violenta do país. Na capital, Cidade do México, quatro jovens foram mortos a tiros.

 

De acordo com o governo, desde dezembro de 2006, quando Calderón assumiu a presidência, 30.196 pessoas morreram em episódios relacionados ao crime organizado ou na luta contra os narcotraficantes.

 

O presidente assumiu durante a semana que 2010 foi o ano mais violento do país no que diz respeito à violência causada pelo narcotráfico. O presidente não deu números exatos, mas segundo um balanço da Procuradoria Geral divulgado em dezembro, de 1º de janeiro a 30 de novembro do ano passado haviam sido registradas 12.456 mortes violentas, o que torna 2010 o ano mais violento da história recente do México.

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