EFE/Jose Pazos
EFE/Jose Pazos

México vai propor aos EUA plano para 'ordenar' imigração irregular

Presidente Andrés Manuel López Obrador anunciou neste domingo que irá propor durante a cúpula do clima a seu homólogo norte-americano, Joe Biden, a ampliação de seu programa Semeando Vida na América Central

Redação, O Estado de S.Paulo

18 de abril de 2021 | 20h01

O presidente do México, Andrés Manuel López Obrador, anunciou neste domingo, 18, que irá propor a seu homólogo norte-americano, Joe Biden, um plano para "ordenar" a migração irregular.

López Obrador disse em mensagem postada em suas redes sociais que as propostas serão apresentadas a Biden durante a cúpula virtual sobre o clima que o democrata convocou para os dias 22 e 23 de abril.

A iniciativa do presidente de esquerda consiste em "ampliar" seu programa social Semeando Vida na América Central, por meio do qual ajudas econômicas são concedidas a produtores inscritos.

“Isso nos permitirá ordenar o fluxo migratório. Em março essa situação transbordou”, declarou López Obrador.

Se sua proposta se concretizar, acrescentou, seria uma "terceira etapa" do TMEC, o novo acordo de livre comércio entre México, Estados Unidos e Canadá que substituiu o TLCAN em julho de 2020.

Os centro-americanos do programa Semeando Vida teriam direito a vistos de trabalho temporário após os três primeiros anos e, depois de mais três anos, poderiam solicitar a cidadania norte-americana, de acordo com a proposta de López Obrador.

Diante do aumento dos fluxos migratórios, na última quarta-feira o presidente mexicano instou o Congresso dos Estados Unidos a aprovar o orçamento de US$ 861 milhões solicitado por Biden para combater a pobreza na América Central.

Em junho de 2019, o México lançou o Plano de Desenvolvimento Integral para El Salvador, Guatemala e Honduras, no qual se comprometeu a fazer transferências econômicas para as pessoas inscritas em programas sociais.

Mais de 172 mil migrantes sem documentos foram detidos em março na fronteira dos Estados Unidos com o México, um aumento de 71% em um mês e o nível mais alto em 15 anos./ AFP

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.