Mianmá afirma que morte de jornalista japonês foi 'acidental'

Japão quer uma investigação séria e pede a câmera de vídeo do repórter

Efe,

02 de outubro de 2007 | 01h08

Altos funcionários birmaneses comunicaram ao vice-ministro de Exteriores japonês, Mitoji Yabunaka, que a morte do jornalista japonês durante os protestos em Rangun foi "acidental", segundo informou nesta terça-feira, 2, a agência Kyodo. O Ministério de Exteriores do Japão afirmou que os funcionários birmaneses se reuniram na segunda-feira com Yabunaka na capital de Mianmá, Naypytaw. O dirigente japonês pediu uma investigação sobre o disparo que matou Kenji Nagai. Além disso, pediu às autoridades birmanesas a câmera de vídeo do jornalista assassinado, que não foi devolvida junto com o resto de seus pertences. Yabunaka também pediu para se reunir com o líder de opinião Aung San Suu kyi, que permanece detida por decisão da junta militar que governa Mianmá. O ministro da Informação birmanês, Kyaw Hsan, afirmou que as autoridades não dispararam contra nenhum japonês "voluntariamente" e acrescentou que a morte de Nagai foi "um acidente" entre outras ações que foram tomados para dispersar os protestos. Os interlocutores birmaneses de Yabunaka explicaram que o disparo aconteceu durante uma situação de caos na qual alguns soldados também ficaram feridos. Yabunaka protestou perante um funcionário do Ministério da Defesa birmanês com o argumento de que o vídeo que mostra a morte de Nagai evidência que o disparo que tirou sua vida foi feito de uma curta distância, ao contrário do que dizem os resultados revelados após uma autópsia feita no cadáver em Mianmá.

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