Mianmar acusa países ocidentais de fomentar protestos

Em comentário publicado no jornal oficial, diz que imprensa estrangeira ajudaram nas manifestações

Efe,

11 de outubro de 2007 | 06h43

A Junta Militar de Mianmar (antiga Birmânia) acusou nesta quinta-feira, 11, de novo as grandes potências ocidentais e a imprensa internacional de fomentar as recentes manifestações em favor da democracia, às quais respondeu com o uso da violência.  Veja também:Presos foram tratados como animais, diz mongeEnviado da ONU deve voltar antes do previstoEntenda a crise e o protesto dos monges  Em um comentário publicado pelo jornal oficial Nova Luz de Mianmar, o regime presidido pelo general Than Shwe descreveu aos manifestantes como "títeres dos países estrangeiros colocados em cena mediante uma obra escrita por seus professores estrangeiros". O texto diz que a cadeia britânica BBC e as rádios Voz da América e Free-Asia (Alemanha), estiveram por trás das grandes manifestações lideradas por dezenas de milhares de monges budistas. As autoridades militares birmanesas mantêm Mianmar quase isolada com a finalidade de impedir que se conheça o alcance da campanha de repressão empreendida contra os birmaneses que participaram ou apoiaram as manifestações antigovernamentais. O governo de Mianmar não expede vistos para a imprensa nem a diplomatas de países da União Européia (UE) e dos Estados Unidos. A Junta Militar usou seus meios de propaganda para acusar a Nobel da Paz, Aung San Suu Kyi e seu partido, a Liga Nacional pela Democracia, de perseguir a instabilidade de Mianmar seguindo a ordem dos Estados Unidos, dos países europeus e da imprensa internacional.

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