Mianmar adverte Nobel da Paz sobre atividades políticas

O governo militar de Mianmar advertiu a líder pela democracia Aung San Suu Kyi e o partido dela para parar com todas as atividades políticas, informou hoje a imprensa estatal. O Ministério do Interior escreveu à vencedora do Nobel da Paz, dizendo que o partido dela desrespeita a lei ao manter escritórios partidários, realizar reuniões e emitir comunicados, informou o jornal Nova Luz de Mianmar. "Se eles querem aceitar e praticar a democracia efetivamente, devem parar com esses atos que prejudicam a paz, a estabilidade e o Estado de Direito, bem como a unidade entre as pessoas", afirma o diário oficial.

AE, Agência Estado

29 de junho de 2011 | 15h29

Suu Kyi foi libertada em novembro, após sete anos de prisão domiciliar e menos de uma semana depois de uma eleição que, segundo os críticos, ocorreu apenas para garantir o poder militar com uma face civil. A Liga Nacional pela Democracia, partido de Suu Kyi, foi desarticulada pelos militares no ano passado, após boicotar a eleição dizendo que o pleito era injusto.

O jornal oficial disse que o partido poderia se transformar em uma organização social, contanto que obtenha permissão para isso das autoridades. O diário escrito em inglês, porta-voz do regime, também advertiu para o fato de que um planejado tour político da dissidente pelo país poderia causar problemas. Um giro por várias regiões seria um teste de popularidade para a política de 66 anos, após uma eleição em que ela não participou. Em 1990, Suu Kyi venceu com folga as eleições, porém estas nunca foram reconhecidas pelos militares.

Falando à BBC ontem, Suu Kyi disse que os levantes que ocorrem no mundo árabe eram uma inspiração. Protestos por democracia em 1988 e em 2007 foram brutalmente reprimidos pelo comando militar de Mianmar, país conhecido anteriormente como Birmânia. As informações são da Dow Jones.

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