Mianmar assinará carta de direitos humanos

A confirmação foi feita pelo secretário-geral do organismo regional, o cingapuriano Ong Keng Yong

EFE

18 de novembro de 2007 | 04h51

Mianmar (antiga Birmânia) assinará o documento sobre direitos humanos que será aprovado na terça-feira pela Associação de Países do Sudeste Asiático (Asean), confirmou o secretário-geral do organismo regional, o cingapuriano Ong Keng Yong. Ong afirmou neste domingo à imprensa local que o primeiro-ministro birmanês, Thein Sein, participará de um encontro informal na segunda-feira com outros líderes da Asean. A Asean espera que ele exponha no encontro os avanços no "Mapa de Caminho para a democracia", que a Junta Militar vem prometendo desde 2004. A participação de Thein Sein na 13ª Cúpula da Asean é a primeira de um líder birmanês num fórum internacional após a brutal repressão de setembro contra as manifestações a favor da democracia iniciadas pelos monges birmaneses. A Cúpula da Asean, que em agosto celebrou o 40º aniversário de sua fundação, começou neste domingo - com uma reunião dos comitês preparatórios - e terminará no dia 22 de novembro. O documento sobre os direitos humanos está incluído na carta comum da Asean para abordar seu ambicioso projeto de um mercado econômico comum para 2015. Essa normativa será sancionada na terça-feira, durante a reunião de chefes de Estado e do Governo da Asean, e um dia antes da realização da Cúpula da Ásia Oriental, que deve ter a participação como convidado do enviado especial da ONU para Mianmar, Ibrahim Gambari. O grupo da Ásia Oriental é formado por Austrália, China, Coréia do Sul, Índia, Japão e Nova Zelândia, mais os dz países da Asean (Cingapura, Mianmar, Filipinas, Indonésia, Tailândia, Laos, Camboja, Vietnã, Brunei e Malásia).

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