Mianmar autoriza negociador brasileiro a entrar no país

Paulo Sérgio Pinheiro deve se encontrar com representantes da junta militar no início de dezembro

Efe e Reuters,

06 de novembro de 2007 | 09h38

O relator especial da ONU sobre a situação dos direitos humanos em Mianmar, o brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, agradeceu nesta terça-feira, 6, o convite da junta militar birmanesa para visitar o país de 11 a 15 de dezembro. O representante já visitou Mianmar seis vezes desde 2000, embora não receba permissão para voltar ao país desde novembro de 2003, apesar de repetidos pedidos. O convite "envia uma mensagem positiva" sobre o desejo das autoridades de Mianmar de cooperar com o Conselho de Direitos Humanos da ONU, disse Pinheiro em comunicado divulgado em Genebra. A viagem de Pinheiro acontecerá alguns dias depois da visita do enviado especial da ONU para Mianmar, Ibrahim Gambari, que deve visitar Yangun de 3 a 8 de novembro a fim de mediar no diálogo entre a Junta Militar e a oposição, liderada pela Nobel da Paz Aung San Suu Kyi, em prisão domiciliar desde 2003. Pinheiro não tinha sido autorizado a visitar Mianmar desde 2003, quando interrompeu repentinamente a missão que realizava após descobrir microfones escondidos enquanto entrevistava presos políticos. No início do mês, o Conselho de Direitos Humanos da ONU, reunido em uma sessão especial para abordar a situação criada pela repressão das manifestações pacíficas no país, pediu que as autoridades birmanesas permitissem uma visita do relator especial, a fim de investigar a onda de repressão. A junta militar admite que 10 pessoas morreram durante a repressão, mas os grupos da dissidência calculam que o número de mortos é de cerca de 200 e que há mais de 6 mil detidos.

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