Mianmar condena 13 manifestantes pró-democracia

Tribunal considerou réus culpados de alterar a ordem pública, amedrontar a população e incitar à rebelião

Efe,

10 de janeiro de 2008 | 03h00

A Junta Militar de Mianmar condenou 13 ativistas que participaram das manifestações a favor da democracia em setembro. Eles receberam penas de três a oito anos de prisão, informou nesta quinta-feira, 10, a rádio Mizzima. Entre os condenados estão seis monges budistas, três militantes do partido de oposição Liga Nacional pela Democracia (LND) e um estudante universitário, segundo a mesma fonte. Um tribunal nomeado pelo regime considerou os réus culpados de alterar a ordem pública, amedrontar a população, incitar à rebelião e destruir propriedade pública. Alguns dos presos, entre eles a maioria dos religiosos, continuam sendo interrogados em centros de detenção e até em um asilo para doentes mentais em Rangun, a maior cidade do país, disse um porta-voz da LND à Mizzima. A Junta Militar admite 15 mortos e 3 mil detidos durante a repressão dos protestos. Mas a ONU calcula que houve pelo menos 31 mortes e a dissidência calcula que pelo menos 200 pessoas morreram e mais de 6 mil foram detidas.

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