Mianmar deve dialogar e iniciar transição, pedem EUA

Segundo embaixador dos EUA na ONU, Exército continuará sendo importante para o país

Reuters e Efe,

10 de outubro de 2007 | 01h59

O embaixador dos Estados Unidos na ONU, Zalmay Khalilzad, disse na terça-feira, 9, que o governo de Mianmar (antiga Birmânia) deve dialogar com a oposição democrática e iniciar um processo de transição. Apesar disso, ele reconheceu que o papel do Exército continuará sendo importante para o país.   Veja também:  Militares são detidos em Mianmar por não atirarem em monges Vídeo da CNN mostra prisões em massa  População apóia protesto dos monges Entenda a crise e o protesto dos monges  Dissidentes cibernéticos driblam censura    Em declarações à imprensa, Khalilzad pediu que a Junta Militar que governa o país asiático melhore as condições da prisão domiciliar da líder da oposição Aung San Suu Kyi, para que esta possa se preparar para negociar com o governo uma transferência de poder.   "Achamos que é muito importante que essas negociações para uma transição ocorram. Temos que nos preparar para que haja uma transição em Mianmar", declarou.   O diplomata americano disse ainda que o Exército birmanês tem um papel nessa transição e no cenário posterior a essas negociações.   Ainda segundo Khalilzad, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, falou sobre a situação em Mianmar com a primeira-dama dos EUA, Laura Bush, que em agosto, quando começaram os protestos, já tinha expressado publicamente seu interesse pelo o que acontecia no país.   Khalilzad falou pouco depois de circular entre os 15 membros do Conselho de Segurança uma versão reescrita de uma declaração sobre a repressão aos protestos em Mianmar.   Apesar do texto ter sido consideravelmente suavizado em relação ao original, a declaração pede a democratização do país. É a primeira vez que as potências mundiais, entre elas a China, pressionam a Junta Militar de Mianmar.

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