Mianmar diz que 'mapa' proposto por militares é único caminho

O único caminho para a reforma políticaem Mianmar é por meio do "mapa para a democracia" proposto pelajunta militar que governa o país, disse a imprensa oficialnesta sexta-feira, num aparente ataque verbal ao enviadoespecial da ONU Ibrahim Gambari, que visita o país. Jornais estatais, considerados as vozes do regime, fizeramum apelo para que a população aprove a constituição elaboradapelos militares em um referendo marcado para maio, o qualGambari afirma que tem de ser "crível e inclusivo". "Não devemos perder nosso objetivo porque intrometidospousando de árbitros afirmam que temos que recomeçar. Osesforços que fizemos não devem ser em vão. Não devemos deixar oárbitro nos separar", afirma um comentário publicado pelosjornais Myanma Ahlin e Kyemon. O enviado nigeriano, que faz a terceira visita ao paísdesde da repressão a protestos contrários à junta militar emsetembro, voltou à antiga Birmânia na quinta-feira em meio a umtímido otimismo com sua missão de convencer os generais adialogarem com a oposição. A visita também é a primeira chance do enviado da ONU deconversar diretamente com os generais, desde o inesperadoanúncio, feito no mês passado, da realização de um referendoconstitucional que críticos afirmam ter o objetivo de manter osmilitares no poder. (Reportagem de Aung Hla Tun)

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