Mianmar liberta 56 presos políticos

Processo de anistia coincide com realização de cúpula regional e negociação com rebeldes

O Estado de S. Paulo,

08 de outubro de 2013 | 20h03

YANGON, MYANMAR - O presidente de Mianmar, Thein Sein, perdoou 56 presos políticos nessa terça-feira, 8, em uma anistia aparentemente adotada para destacar as reformas do governo antes de uma cúpula regional e de importantes negociações com um grupo rebelde.

Sein ordenou a libertação dos prisioneiros pouco antes de um fórum em Brunei com a participação de líderes de todo o Sudeste Asiático e do Pacífico. Na Cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático, Mianmar deverá enfrentar perguntas difíceis sobre a violência sectária contra Muçulmanos.

Também tornou-se um padrão que as anistias de presos em Mianmar coincidam com as reuniões internacionais de alto nível, como forma de destacar as reformas do governo civil após anos de regime militar. Em julho, Thein Sein prometeu durante uma visita oficial à Grã-Bretanha libertar todos os presos políticos restantes até o final do ano.

Essas libertações tem sido uma preocupação dos Estados Unidos e outras nações ocidentais que estão tentando promover a transição de Mianmar para uma democracia plena. No entanto, novos presos continuam a ser detidos por delitos políticos.

"O governo está liberando presos políticos, mas por outro lado mais estão sendo presos sob várias leis, incluindo a Seção 18 da Lei de reunião pacífica", disse o membro da comissão de exame de prisioneiros político do governo, Ye Aung. "O presidente se comprometeu a libertar todos os presos políticos, mas é importante que as prisões recentes sob várias leis antidemocráticas também sejam interrompido", completou. /AP

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