Mianmar liberta presos políticos, incluindo ex-premiê

Mianmar perdoou vários importantes dissidentes e um ex-primeiro-ministro, nesta sexta-feira, em mais uma anistia para preso políticos, intensificando uma série de reformas do regime apoiado pelos militares. A libertação de centenas de presos políticos tem sido uma demanda de nações ocidentais que impuseram anteriormente sanções à nação.

AE, Agência Estado

13 de janeiro de 2012 | 08h25

O partido da líder pela democracia Aung San Suu Kyi elogiou a libertação como um "sinal positivo", elevando a esperança de que a anistia possa ser a mais significativa já feita sob o novo governo, nominalmente civil. "Nós saudamos a libertação. Alguns já estão à caminho de casa", afirmou um porta-voz da Liga Nacional pela Democracia, sem dar detalhes sobre quantos presos políticos foram soltos.

O ex-estudante e ativista Min Ko Naing estava entre os libertados, disse a família dele. Também foi perdoado o ex-estudante Htay Kywe, que havia sido sentenciado a 65 anos de prisão em 2007.

Uma fonte do governo disse que o ex-primeiro-ministro e ex-chefe da inteligência militar Khin Nyunt, que foi preso em 2004 em meio a uma luta pelo poder, também estava na lista. "Khin Nyunt também será libertado."

Autoridades afirmaram no fim da quinta-feira que uma anistia havia sido concedida a cerca de 650 presos. A intenção era "a reconciliação nacional e um processo político inclusivo", afirmou uma fonte do governo, pedindo anonimato.

Os EUA e a União Europeia elogiaram as reformas que têm sido feitas desde a posse do novo governo, no ano passado, mas exigiam a libertação de presos políticos antes de considerar a retirada de sanções a Mianmar. Em outubro, cerca de 200 presos políticos foram soltos, mas ativistas estimam que ainda estejam nas cadeias entre 500 e mais de 1.500 presos políticos.

Vários importantes dissidentes, incluindo figuras importantes em um fracassado levante estudantil de 1988, seguem presos. Uma decisão na semana passada de reduzir penas de alguns detentos desapontou o Ocidente. Entre os presos há monges, jornalistas e advogados.

O governo de Mianmar assumiu em março passado, substituindo uma junta militar. Nesta quinta-feira, fechou um acordo de cessar-fogo com um importante grupo étnico rebelde, os Karen.

O país pretende realizar eleições legislativas em 1º de abril, e a Nobel da Paz Suu Kyi, libertada em novembro de 2010 da prisão domiciliar, afirmou que pretende concorrer. Na quarta-feira, Suu Kyi disse que o país estava "à beira de uma ruptura para a democracia". As informações são da Dow Jones.

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