Mianmar nomeia mediador para negociar com oposicionista

Militares atende aos pedidos da comunidade internacional e escolhem general para dialogar com Suu Kyi

BBC,

08 de outubro de 2007 | 15h17

Os militares que governam Mianmar escolheram um oficial para atuar como mediador nas negociações com a líder pró-democracia Aung San Suu Kyi em uma aparente concessão aos apelos da União Européia. Aung Kyi, um general aposentado e vice-ministro do Trabalho birmanense, foi apontado para "continuar as relações (com ela) no futuro", segundo a TV estatal.  Veja também:Mianmar sugere que libertação de oposicionista está distanteVídeo da CNN mostra prisões em massa  População apóia protesto dos monges Entenda a crise e o protesto dos monges Dissidentes cibernéticos driblam censura   A escolha de um mediador foi um dos assuntos debatidos com o enviado especial das Nações Unidas, Ibrahim Gambari, durante viagem ao país após a violenta repressão do regime militar birmanês às manifestações para a derrubada da ditadura.  A TV não anunciou quando os contatos serão iniciados. Suu Kyi é mantida em prisão domiciliar pelos últimos 18 anos. Após o pedido de Gambari para que o regime negociasse com a líder democrática, o chefe do governo de Mianmar, general Than Shwe, declarou que estaria pronto para dialogar com Suu Kyi caso ela deixasse de apoiar a aplicação de novas sanções internacionais ao país, considerado um confronto ao regime. Tentativas anteriores de diálogo entre os militares e a líder oposicionista não tiveram resultado nos últimos tempos. O general Aung Kyi, no cargo desde o final de 2004, esteve à frente das conversas mantidas com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a fim de abordar o uso de mão-de-obra forçada em Mianmar.

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