Mianmar: parlamentares condenam lista negra dos EUA

Dois dias antes de uma visita oficial do presidente Barack Obama, o Parlamento de Mianmar condenou a decisão dos Estados Unidos de colocarem um congressista do país em sua lista negra. Os parlamentares alertaram ainda que a medida poderá afetar negativamente as relações bilaterais entre as nações.

Estadão Conteúdo

10 Novembro 2014 | 15h09

O novo integrante da lista negra é Aung Thaung, um parlamentar que integra a base de governo do país. No anúncio, o Legislativo do país caracteriza que a ação dos Estados Unidos mancha a dignidade dos congressistas no Mianmar e os esforços para garantir a paz, a reconciliação e o Estado de Direito no país.

Thaung foi ministro da Indústria sob a antiga junta que governava o país e é líder de uma organização que apoia os militares e é acusada de realizar ataques. Em entrevista recente, ele afirma que entrar na lista negra não irá afetá-lo, já que não possui ambições políticas.

A posição oficial do Legislativo, no entanto, não é unanimidade. Segundo o congressista Ba Shain, a decisão dos Estados Unidos "tomou Aung Thaung como uma pessoa e não um parlamentar, então o Parlamento não está diretamente relacionado". "No entanto, como Aung Thaung é um membro antigo do partido do governo, seus colegas propuseram a condenação (da medida)".

Os Estados Unidos retirou a maior parte das sanções contra Mianmar, mas as restrições permanecem para alguns indivíduos e companhias, que são proibidas de manterem ativos nos Estados Unidos e realizarem negócios com norte-americanos.

Ao adicionar Thaung à lista negra no mês passado, o Departamento do Tesouro afirmou que ele estava intencionalmente minando a transição política e econômica, perpetuando a violência, a opressão e a corrupção no país. Fonte: Associated Press.

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