Mianmar precisa de US$ 243 mi para sementes de arroz, diz ONU

Mianmar precisará de 243 milhões dedólares para sementes de arroz, fertilizantes e reparo daterraplanagem para arroz com casca nas cinco áreas atingidaspor um ciclone que produzem 65 por cento do alimento no país,afirmou nesta quarta-feira a Organização das Nações Unidas paraAgricultura e Alimentação (FAO na sigla em inglês). Citando estimativas do governo, a FAO afirmou que mais 20milhões de dólares são necessários para o setor pecuário depoisde um ciclone devastar o delta do Irrawaddy e outras áreas háquase duas semanas. Com foco na ajuda humanitária para o 1,5 milhão de afetadospelo ciclone Nargis, a agência disse que o setor agrícola nãodeve ser ignorado. "Principalmente porque o tempo está se esgotando paracomeçar a plantação em junho e garantir a colheita de arroz em2008", disse em um comunicado. "Se não conseguirmos fazer isso rápido, então os problemasde nutrição não desaparecerão a médio prazo", disse a FAO. O ciclone, que inundou 5 mil quilômetros quadrados dodelta, arruinou o arroz local e aumentou o medo de que não hajacomida para as famílias do local, disse He Changchui, cheferegional da FAO. "O intervalo está muito pequeno agora. A época de plantiojá começou e, se perderemos a oportunidade, significa que nãovamos crescer o suficiente", disse ele à Reuters. O departamento de Agricultura dos Estados Unidos cortou suaestimativa para a nova colheita de arroz em Mianmar em 7 porcento (ou seja, para 10 milhões de toneladas) devido aos danoscausados pelo ciclone. Quando o maior exportador de arroz do mundo obteve suaindependência, em 1948, perdeu o título para a vizinhaTailândia depois de quatro décadas de políticas econômicasdesastrosas por parte do governo militar. A FAO estima que Mianmar possa exportar 600 mil toneladasde arroz neste ano, baseando-se na quantidade que o governopermitiu que os exportadores comprassem dos fazendeiros. "Se não formos fazer isso rapidamente, eles podem ter queimportar", afirmou He Changchui. Com tanta terra fértil debaixo d'água, a FAO procuraanalisar a salinidade do solo. Esta foi uma grande preocupaçãodepois do tsunami de 2004, mas as fortes chuvas de monçõesajudaram a reduzir os níveis de salinidade na época, disse He. "As monções que estão chegando são uma benção, porque lavamo sal e outros detritos", declarou. Os 243 milhões de dólares incluem dinheiro para sementes dearroz, fertilizantes, reparo da terraplanagem para arroz comcasca e sistemas de irrigação. As cinco zonas atingidas pelodesastre formam 50 por cento das áreas irrigadas de Mianmar. Cerca de 20 milhões de dólares são necessários para comprarnovos animais e vacinas e para reconstruir os abrigos dosanimais, em áreas que produzem 50 por cento do frango consumidono mundo e 40 por cento dos porcos.

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