Mianmar suspende publicações por cobertura da libertação de Suu Kyi

Nove periódicos 'desobedeceram regras do país'; ativista ganhou primeira página da maioria deles

Agência Estado

22 de novembro de 2010 | 13h02

RANGUM - As autoridades do regime militar de Mianmar suspenderam nove publicações semanais por eles darem grande atenção à libertação da ativista pró-democracia Aung San Suu Kyi, informou nesta segunda-feira, 22, um relatório divulgado pelas autoridades.

 

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A agência que cuida do registro e do monitoramento da imprensa no país informou a um jornal e a oito revistas que eles seriam suspensos por entre uma e três semanas, pelo fato de não obedecerem as regras do país, segundo a publicação local Weekly Eleven News.

 

As autoridades não disseram claramente qual foi o erro, mas a maioria dos periódicos tratou da libertação da Nobel da Paz em suas últimas edições, com foto de Suu Kyi na primeira página. O editor de um dos veículos, pedindo anonimato, disse que algumas das suspensões ocorreram por causa das fotos na primeira página da dissidente.

 

A organização Repórteres Sem Fronteiras, que lista Mianmar como 174º em uma lista de 178 países no quesito liberdade de expressão, afirmou em setembro que o regime estava aumentando a censura antes da primeira eleição no país em 20 anos.

 

O país tem mais de 150 jornais e revistas com proprietários privados. As publicações são, porém, alvo de censura prévia.

 

Suu Kyi esteve presa durante 15 dos últimos 21 anos. Ela foi libertada de sua prisão domiciliar no dia 13, menos de uma semana após as criticadas eleições em Mianmar, consideradas uma farsa por países como os EUA. A notícia da libertação de Suu Kyi foi divulgada até pela mídia estatal. As informações são da Dow Jones.

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