Mianmar vive segundo dia sem internet, suspensa pelo Governo

A medida foi tomada um dia depois de cerca de 100 monges se manifestarem

EFE,

02 de novembro de 2007 | 06h25

A Junta Militar de Mianmar mantém nesta sexta-feira, 2, pelo segundo dia consecutivo, o corte do serviço de internet, repetindo a medida adotada em setembro, para evitar a divulgação no exterior da repressão contra as manifestações pacíficas lideradas pelos monges. Porta-vozes do provedor estatal Mianmar Teleport evitaram comentar as causas das restrições. Mas confirmaram que não receberam ordens de restaurar o serviço e acrescentaram que a Junta Militar não informou a data de reabertura. A medida foi tomada um dia depois de cerca de 100 monges se manifestarem na localidade de Pakokku, cerca de 550 quilômetros a noroeste de Yangun. Foi o primeiro protesto em um mês, desde que as forças de segurança reprimiram as manifestações em favor da Democracia. De acordo com a dissidência birmanesa, a Junta Militar teme novas mobilizações durante a visita ao país de Ibrahim Gambari, o enviado especial da ONU, que chegará no próximo sábado. Segundo a fonte, o regime lembra que antes de 29 de setembro, quando o acesso à internet foi cortado pela primeira vez, a imprensa internacional conseguiu fotos e vídeos dos tiros, golpes e maus-tratos dos soldados e agentes antidistúrbios para dispersar os protestos. A suspensão da internet foi decidida pelo departamento de guerra cibernética, ligado ao Escritório de Serviços Informáticos do Ministério da Deesa. O órgão também se encarrega de vigiar as conversas telefônicas e e-mails de membros da oposição.

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