Drew Angerer/Getty Images/AFP
Drew Angerer/Getty Images/AFP

Conselheiro de Segurança de Trump renuncia ao cargo após revelações de contato com Rússia

Michael Flynn teria discutido sanções impostas pelos EUA à Rússia com o embaixador russo em Washington antes da posse do presidente

O Estado de S.Paulo

14 Fevereiro 2017 | 02h30

WASHINGTON - Michael Flynn, conselheiro de Segurança Nacional do presidente americano, Donald Trump, pediu demissão do cargo no final da segunda-feira depois de revelações de que ele teria discutido sanções impostas pelos EUA à Rússia com o embaixador russo em Washington antes da posse de Trump, e de que teria dado informações equivocadas ao vice-presidente, Mike Pence, sobre essas conversas.

A demissão de Flynn aconteceu horas depois de relatos de que o Departamento de Justiça alertou a Casa Branca há semanas de que ele poderia ser vulnerável a chantagens em razão de contatos com o embaixador russo, Serguei Kislyak, antes da posse de Trump em 20 de janeiro.

A saída de Flynn é mais um desdobramento do recém-empossado governo Trump, um período de 24 dias no qual a Casa Branca foi repetidamente distraída por dramas internos. O episódio também deve desacelerar as intenções do presidente de estreitar as relações com a Rússia.

Flynn entregou sua demissão horas depois de Trump, por meio de um porta-voz, se recusar a apoiá-lo publicamente, afirmando que o presidente estava analisando a situação e conversando com Pence.

O conselheiro garantiu a Pence que não discutiu as sanções impostas pelos EUA com o diplomata russo, mas transcrições das comunicações interceptadas, descritas por autoridades americanas, mostraram que o assunto foi tratado nas conversas. O contato pode potencialmente ter sido uma violação da lei que proíbe cidadãos comuns de se envolverem na política externa, conhecida como Logan Act.

Pence defendeu Flynn em entrevistas a emissoras de televisão e, segundo autoridades do governo, estava irritado por ter sido enganado.

"Infelizmente, em razão da rapidez dos acontecimentos, eu inadvertidamente dei ao vice-presidente eleito e a outros informações incompletas relacionadas à conversa telefônica com o embaixador russo. Peço sinceramente desculpas ao presidente e ao vice-presidente, e eles aceitaram meu pedido de desculpas", disse Flynn em sua carta de demissão.

O general aposentado Keith Kellogg, que era chefe de gabinete do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, foi nomeado conselheiro de Segurança Nacional interino até que Trump escolha o substituto de Flynn. / REUTERS

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.