Micheletti aceita que Congresso decida sobre volta de Zelaya

Comissão do presidente de facto afirma que aceita termo de líder deposto e que agora, 'só falta assinar'

AE-AP, Agencia Estado

29 de outubro de 2009 | 19h41

Comissões de ambas as partes se reúnem, com diplomata americano no meio   Foto: EFE/Efrain Salgado

 

O impasse político em Honduras teve um importante avanço nesta quinta-feira, 29, num dos pontos que mais vinham gerando discussão em torno do caso. Vilma Morales, porta-voz da comissão de Roberto Micheletti, afirmou que o atual presidente do país aceita que seja o Congresso que decida a volta ou não do líder deposto Manuel Zelaya ao cargo máximo do Executivo. Esta era um exigêcia de Zelaya e vinha sendo negada pelo governo de Tegucigalpa, que defendia um julgamento da Suprema Corte no caso.

 

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"Aceitamos que o caso vá para o Congresso. Este é um direito de Manuel Zelaya", afirmou Vilma Morales. Agora, falta apenas a formalização do acordo, o que, segundo o governo de facto, não deve demorar a acontecer. "Só falta assinar", corroborou Arturo Corrales, outro membro da comissão de diálogo de Michelleti.  

 

Caso o acordo seja realmente fechado, caberá ao Congresso decidir a volta de Zelaya à presidência. A vice-presidente da Casa, Mary Flores, fala em nome de seus colegas e garante que eles acatarão a qualquer medida decidida no diálogo entre as partes. "O Congresso está com toda vontade de atuar no que for decidido", pontuou Flores.  

 

As duas partes voltaram a negociar um dia após diplomatas dos Estados Unidos terem instado os dois lados a serem mais flexíveis e encontrarem uma solução antes das eleições presidenciais marcadas para novembro.

"Hoje (quinta-feira, 29) será um dia de alegria para os hondurenhos porque nós vamos resolver tudo sem olhar para o passado, apenas vamos olhar para a frente", previu Vilma Morales, antes de entrar na sala de reuniões.

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