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Micheletti suspende água e luz da Embaixada brasileira

O governo de facto de Honduras suspendeu o fornecimento de água, luz e telefone na Embaixada do Brasil a fim de pressionar pela saída do presidente deposto, Manuel Zelaya, que, desde ontem, refugiou-se no prédio da representação brasileira. De acordo com informações do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, além de Zelaya, mais 70 simpatizantes o acompanham na embaixada. Os funcionários brasileiros foram orientados a permanecer em suas casas, segundo o Itamaraty.

ROSANA DE CASSIA, Agencia Estado

22 de setembro de 2009 | 11h42

O encarregado de Negócios da Embaixada brasileira, o diplomata Francisco Catunda Rezende, que está respondendo pela representação até a chegada do novo embaixador, pediu apoio à Embaixada dos Estados Unidos para garantir a segurança e o abastecimento de óleo diesel, com o objetivo de manter os geradores de energia ligados.

Segundo informações que chegaram ao Itamaraty, tropas do Exército hondurenho conseguiram desmobilizar cerca de 5 mil manifestantes favoráveis a Zelaya que estavam concentrados em frente a Embaixada brasileira. Foram jogadas bombas de gás lacrimogêneo, mas nenhuma chegou a atingir o prédio da representação brasileira, de acordo com o Itamaraty.

O governo de facto de Honduras tenta impedir a chegada de mais simpatizantes de Zelaya, que estão vindo do interior. Segundo o Itamaraty, foi determinado toque de recolher e os aeroportos foram fechados.

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