Michelle Bachelet assume a Presidência do Chile

Michelle Bachelet assumiu hoje a Presidência do Chile em uma cerimônia realizada na sede do Parlamento do país, no porto de Valparaíso. Bachelet, de 54 anos, se transformou assim na primeira mulher a chegar à Presidência no Chile, cargo no qual lhe antecederam 46 homens em quase 200 anos de vida republicana. "Sim, prometo", disse com voz firme a pediatra, exatamente às 12h15 de Brasília, quando o presidente do Senado, Eduardo Frei Ruiz Tagle, lhe tomou o juramento, depois do qual se transformou oficialmente na presidente do Chile para os próximos quatro anos. O senador Frei vestiu Bachelet com a faixa presidencial - que simboliza o cargo - que tinha acabado de receber de mãos do presidente em fim de mandato, Ricardo Lagos, como estipula o rigoroso protocolo que não inclui discursos. Lagos entregou à sua sucessora uma "piocha" (medalhão) que também simboliza o cargo, e depois disso foi tocado o hino nacional chileno, como ponto final da cerimônia. A presidente assumiu diante de trinta chefes de Estado e de Governo das Américas, Europa e África, e 120 delegações de diversas países do mundo. Emoção Após entregar a faixa presidencial, Lagos, que tentava disfarçar a emoção, se retirou do local em meio a aplausos, junto com colaboradores, enquanto Michelle Bachelet dava posse a seus ministros de Estado. No Salão de honra do Congresso, se encontrava também o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus colegas da Argentina, Néstor Kirchner; da Bolívia, Evo Morales; do Uruguai, Tabaré Vásquez; do Peru, Alejandro Toledo; da Venezuela, Hugo Chávez, além de vários líderes centro-americanos e da primeira-ministra da Nova Zelândia, Helen Clark, entre outros. Os atos de transferência do comando continuarão com um almoço de honra que a nova presidente oferecerá aos líderes e convidados estrangeiros no palácio de Colina Castillo, a residência presidencial de verão. Depois disso, Bachelet voltará a Santiago.

Agencia Estado,

11 Março 2006 | 13h01

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.