Iván Franco/Efe
Iván Franco/Efe

Michelle Bachelet liderará agência da ONU pelas mulheres

Entidade consolidará quatro organismos dedicados ao progresso e ao bem-estar feminino

Agência Estado e Associated Press

14 de setembro de 2010 | 12h21

NOVA YORK - A ex-presidente do Chile Michelle Bachelet será a diretora de uma nova agência das Nações Unidas, dedicada a promover a igualdade da mulher, anunciou nesta terça-feira, 14, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon.

 

A agência "ONU Mulheres" será criada em junho, para consolidar quatro organismos da entidade dedicados ao progresso e ao bem-estar das mulheres. Também médica, Bachelet deixou a presidência chilena em março. Ela usará sua liderança global e sua estatura internacional nesta nova tarefa, disse Ban ao anunciar a nomeação.

 

O organismo será conhecido oficialmente como a Entidade da ONU para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento de Mulheres, mas as autoridades afirmam que ela será citada como ONU Mulheres (www.unwomen.org).

 

"A sra. Bachelet traz a essa posição crucial um histórico de liderança global dinâmica, habilidades políticas e uma capacidade incomum de criar consenso", afirmou Ban em um comunicado à imprensa. "Estou certo de que, sob a sua forte liderança, poderemos melhorar a vida de milhões de mulheres e meninas ao redor do mundo."

 

Bachelet, de 52 anos, liderou o governo de centro-esquerda do Chile de 2006 até março deste ano, quando foi sucedida pelo conservador Sebastian Piñera. No ano passado, a revista Forbes a situou como a 22ª mulher mais poderosa do mundo.

 

Bachelet, que cursou dois anos do ensino médio nos EUA, foi presa no Chile em 1975, junto com sua mãe, pela junta militar de direita que tomou o poder do país no golpe de 1973. Exilada na Austrália, ela se mudou depois para a ex-Alemanha Oriental antes de voltar em 1979 ao Chile, onde estudou Medicina e se especializou em pediatria.

 

Ban disse aos jornalistas que foram considerados 26 candidatos para chefiar a entidade para as mulheres, mas diplomatas afirmaram que Bachelet foi a favorita desde o início. O secretário fala com frequência sobre sua política de promover as causas das mulheres e a seleção de Bachelet segue-se à indicação de Margot Wallstrom, da Suécia, para ser a primeira representante especial para violência sexual em conflitos.

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