Michelle exibe sua versão contemporânea do estilo americano

Primeira-dama encoraja esforços dos designers e chama a atenção internacional para a moda dos EUA

WASHINGTON, O Estado de S.Paulo

23 de janeiro de 2013 | 02h02

A primeira-dama Michelle Obama permaneceu ao lado do marido na escadaria do Capitólio, enquanto o presidente Barack Obama prestava juramento para o seu segundo mandato. Usando um casaco marinho assinado por Thom Browne, de jacquard criado especialmente para ela, e um vestido coordenado, foi uma presença mais discreta e mais reservada do que em 2009. Ela trocou a luminosidade do conjunto amarelo-limão de Isabel Toledo por um traje estruturado, relativamente sóbrio e simples.

Em quatro anos, seu estilo evoluiu da esperança borbulhante para um pragmatismo quase tímido. Mas os trajes da primeira-dama constituíram um espetáculo à parte. Os observadores são obcecados pelo guarda-roupa de Michelle porque nele encontram indicações da personalidade de uma mulher que se distingue na cena pública - uma mulher histórica -, mas que continua sendo uma pessoa decididamente reservada.

Felizmente, seus vestidos, com seus detalhes excêntricos, não obedecem a nenhum protocolo ou às tradições pouco elegantes que tantas vezes fizeram das primeiras-damas pouco mais do que enigmas beges.

Durante quatro anos, as roupas de Michelle falaram ao público em termos contemporâneos, na linguagem do glamour progressista de Hollywood, do ousado espírito empreendedor da 7.ª Avenida e da democracia do mercado de massa. No constante conflito entre estilo e substância, ela provou que os dois podem ser exatamente a mesma coisa.

Mais do que qualquer outra primeira-dama, Michelle chamou a atenção internacional para a moda americana. Ela celebra uma versão particularmente contemporânea do estilo americano - uma sensibilidade arraigada no conforto e na praticidade.

Michelle não pede aos estilistas que adaptem sua sensibilidade aos desejos dela. Ao contrário, ela encoraja os esforços dos designers e, na maioria das vezes, eles acertam em cheio. / THE WASHINGTON POST

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.